Mesmo após autorizar que o ex-presidente Jair Bolsonaro realize cirurgia no ombro direito no Hospital DF Star, em Brasília, o ministro Alexandre de Moraes manteve uma série de restrições severas ao ex-presidente. A decisão, tomada no final de abril de 2026, permite a internação, mas impõe rigoroso controle: proibição de uso de celular e redes sociais, limitação de visitas, monitoramento constante da PF e manutenção das medidas cautelares impostas anteriormente. O caso expõe o que a direita denuncia como sanha persecutória implacável do ministro contra Bolsonaro, mesmo em momento de fragilidade física.

A DECISÃO QUE REVELA A FÚRIA DE MORAES

Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde o fim de março de 2026 por condenação de 27 anos e 3 meses no caso do suposto “golpe de Estado”, precisava de cirurgia para reparar o manguito rotador e lesões associadas no ombro direito. Após pedidos reiterados da defesa e manifestação favorável da PGR, Moraes finalmente autorizou a internação. No entanto, o ministro não relaxou nenhuma das medidas cautelares: o ex-presidente continua proibido de se comunicar livremente, de acessar internet e de receber visitas sem autorização prévia. A PF deve acompanhar todo o procedimento de forma discreta, mas rigorosa.

A SEQUÊNCIA DE RESTRIÇÕES QUE NÃO DÁ TRÉGUA

Mesmo com o ex-presidente enfrentando dor crônica e necessidade cirúrgica, Moraes manteve o cerco:

- Proibição total de uso de celular e redes sociais durante e após a internação.

- Limitação severa de visitas (apenas familiares próximos e com autorização).

- Monitoramento eletrônico e presença da Polícia Federal.

- Manutenção de todas as outras cautelares do processo.

A defesa de Bolsonaro argumentou que as restrições agravavam o sofrimento físico e psicológico, mas Moraes priorizou o “controle” sobre a saúde do paciente.

O CONTEXTO DE PERSEGUIÇÃO QUE NÃO PARA

Este é mais um capítulo daquilo que a oposição classifica como lawfare contra Jair Bolsonaro. Desde que deixou o poder, o ex-presidente acumula ações no STF, prisões preventivas de aliados, bloqueios de contas e agora até controle sobre seu tratamento médico. Enquanto isso, condenados por corrupção voltam ao convívio social rapidamente. A diferença de tratamento salta aos olhos: para uns, impunidade; para Bolsonaro, rigor máximo mesmo em momento de vulnerabilidade.

IMPLICAÇÕES PARA O BRASIL E PARA 2026

O episódio reforça a narrativa de que Alexandre de Moraes usa o cargo para perseguir politicamente o principal líder da direita brasileira. Enquanto Bolsonaro luta contra dor física e restrições judiciais, o país assiste a um Judiciário que parece mais interessado em punir adversários do que em aplicar a lei de forma isonômica. Para milhões de brasileiros, isso só fortalece o desejo de mudança profunda nas instituições em 2026.