MORAES PRESSIONA BOLSONARO POR VÍDEO DE EDUARDO; DEFESA NEGA VIOLAÇÃO
Ministro do STF impõe prazo de 24 horas para explicações sobre suposto acesso a redes sociais, enquanto aliados denunciam vigilância extrema sobre o ex-presidente.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira (31) que a defesa de Jair Bolsonaro explique, em 24 horas, se o ex-presidente teve acesso a um vídeo gravado por seu filho, Eduardo Bolsonaro. A medida foi motivada por declarações feitas pelo parlamentar durante um evento conservador nos Estados Unidos, onde sugeriu que estaria gravando o conteúdo para mostrar ao pai.
VIGILNCIA EXTREMA E RESTRIÇÕES JUDICIAIS
Conforme informações divulgadas pela CNN Brasil em 31 de março de 2026, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em regime fechado na sua residência em Brasília e está terminantemente proibido de utilizar celulares ou redes sociais. Segundo o repórter Teo Cury, essa fiscalização é complexa porque envolve o monitoramento de equipamentos eletrônicos dentro de uma casa habitada por outros familiares, incluindo a esposa e a filha.
O QUE DIZ A DEFESA E O PL
Em resposta imediata, os advogados de Jair Bolsonaro negaram qualquer irregularidade ou uso de dispositivos pelo ex-presidente. "A defesa diz que ele segue cumprindo todas as determinações do Supremo Tribunal Federal e que não houve nenhum tipo de irregularidade", relatou Cury. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reforçou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é rigorosa com o controle de eletrônicos para preservar o benefício da domiciliar, dada a saúde debilitada do político.
CONDIÇÕES DA PRISÃO DOMICILIAR
A atual situação de Bolsonaro decorre de investigações sobre suposta coação contra autoridades brasileiras. O ministro Moraes anexou ao despacho publicações de redes sociais que sugeriam o descumprimento das normas impostas para a manutenção do regime doméstico. Até o momento não há confirmação oficial desta informação por parte de perícia técnica, baseando-se a decisão apenas em repercussões externas e no vídeo gravado em solo americano.

IMPACTO E PRÓXIMOS PASSOS
A perseguição judicial relatada por aliados ganha novos contornos com a possibilidade de reversão da prisão domiciliar para o regime fechado em unidade prisional. Moraes deve avaliar as justificativas da defesa nos próximos dias e pode decidir de forma monocrática, sem consulta prévia à Procuradoria-Geral da República, caso entenda que as regras de isolamento digital foram rompidas por meio de terceiros.

