CARLOS JORDY REAGE A ATAQUE DE HADDAD E DISPARA: "MOLEQUE É VOCÊ"
O deputado federal Carlos Jordy não poupou críticas ao ministro Fernando Haddad após o petista utilizar termo pejorativo contra Flávio Bolsonaro e atacar parlamentares da oposição na Câmara.
O clima esquentou nos corredores do Congresso Nacional nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, após declarações polêmicas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em um evento do Partido dos Trabalhadores, Haddad referiu-se ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como "Bolsonarinho", afirmando que Lula iria enfrentar o filho do ex-presidente nas próximas eleições. A fala, vista como uma tentativa de desqualificação pessoal, gerou uma resposta imediata e contundente do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), que saiu em defesa da família Bolsonaro e criticou a postura do ministro, rotulando-a como desrespeitosa e autoritária perante o parlamento.
ATAQUE DE HADDAD E ACUSAÇÕES DE "MOLECAGEM"
De acordo com reportagem divulgada pela Rádio Itatiaia em 27 de abril de 2026, o ministro Fernando Haddad também mirou os deputados Nikolas Ferreira e Carlos Jordy, acusando-os de "correr do debate" e de espalhar "fake news" sobre as contas públicas. "Esse tipo de postura, esse tipo de molecagem de Nikolas e Jordy que correram do debate não vai adiantar", disparou o ministro durante sessão em comissão. Haddad tentou ridicularizar o conhecimento técnico dos parlamentares da oposição, sugerindo que eles deveriam "aprender um pouco de conta pública" e negando o superávit primário registrado ao final da gestão anterior.
RESPOSTA DE JORDY: "PIOR QUE UMA PANDEMIA"
Carlos Jordy, ao tomar conhecimento das ofensas, utilizou o seu tempo de fala para confrontar diretamente o ministro. O deputado rebateu o termo "moleque" utilizado por Haddad, devolvendo a crítica com base nos indicadores econômicos atuais. "Moleque é você por ter aceitado um cargo dessa magnitude e só ter feito dois meses de economia. Moleque é você por ter feito com que o nosso país tivesse o maior déficit fiscal da história, 230 bilhões", afirmou Jordy. O parlamentar destacou que o governo Bolsonaro entregou as contas no azul mesmo após enfrentar uma crise sanitária global, enquanto a gestão petista estaria destruindo a economia em tempo recorde.
DEFESA DO LEGADO DE BOLSONARO E CRÍTICA AOS IMPOSTOS
No corpo da sua resposta, Jordy enfatizou que ser filho de Jair Bolsonaro não é um demérito, mas um orgulho, ao contrário de ser, segundo ele, um "poste do Lula". O deputado acusou Haddad de entupir o cidadão brasileiro de novos impostos e de promover uma "gastança desenfreada" que compromete o futuro do país. "O presidente Bolsonaro foi o melhor presidente da história desse país", declarou Jordy, contrastando a austeridade do governo anterior com o que chamou de desequilíbrio promovido pelo atual Ministério da Fazenda. A fala de Jordy ressoa entre a base conservadora que vê na perseguição judicial e retórica um método de silenciamento.
CONFRONTO INSTITUCIONAL NA CMARA DOS DEPUTADOS
A tensão entre o Executivo e o Legislativo atingiu um novo patamar com a recusa dos parlamentares em aceitar o tom condescendente do ministro. Jordy exigiu respeito ao Parlamento, lembrando que, apesar de Haddad ocupar um cargo de confiança do presidente, os deputados são representantes eleitos pelo povo. "Não vem aqui querer cantar de galo na Câmara dos Deputados. Respeite o parlamento", finalizou o deputado. O episódio demonstra a fragilidade da articulação política do governo, que prefere o ataque pessoal à discussão técnica sobre o abismo fiscal que o Brasil atravessa sob a orientação da esquerda.
O IMPACTO POLÍTICO DAS OFENSAS
Analistas políticos apontam que a agressividade de Haddad é um sinal de nervosismo diante do avanço da oposição nas pesquisas de opinião. Ao atacar figuras populares como Nikolas e Jordy, o governo acaba por dar ainda mais palco para as denúncias de má gestão econômica. A estratégia de tentar diminuir Flávio Bolsonaro chamando-o de "Bolsonarinho" parece ter tido o efeito contrário, unificando a direita em torno da pré-candidatura do senador. Até o momento, não há confirmação oficial de retratação por parte do Ministério da Fazenda sobre os termos utilizados contra os membros do Poder Legislativo.

